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[Terça-feira, Janeiro 25, 2011]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Retorno de uma longa ausência. Voei por reinos distantes, muitos deles belos, outros nem tanto...
Mas estou de volta e tentarei atualizar as coisas por aqui com mais frequencia.

Deixarei umas imagens para vocês. Até breve!

Beijos com a Benção das Fadas!













por Tanta * 2:31 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quarta-feira, Abril 22, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Sumi por muitos motivos que não vale a pena relatar. Mas estou de volta!


O Círculo Mágico

Antes da perseguição aos Pagãos ocorrida na Inquisição, todos os rituais sagrados da Bruxaria eram realizados na Natureza, a morada sagrada dos Deuses, geralmente no interior de Círculos de pedras, semelhantes a Stonehenge, erigidas ao longo de linhas de poder existentes sobre a Terra, lugares estes de grande magnetismo e força.

Porém, quando começou a perseguição à Bruxaria, esses locais foram destruídos pela religião conquistadora, e nossos ancestrais foram obrigados a praticar seus rituais em suas casas, longe de olhos estranhos. Foi a partir daí que o Círculo Mágico passou a ser utilizado nos rituais da Bruxaria.

Traçar um Círculo Mágico precede qualquer ritual Wiccano. É uma forma simples de sacralizar* a área que será utilizada de forma que esta se torne condigna aos Deuses e energias invocados no decorrer de um ritual. Ele é traçado no início de cada cerimônia e destraçado no final dela.

Traçar um Círculo Mágico significa estabelecer uma ponte entre o mundo físico e o mundo dos Deuses, entre o visível e o invisível. No interior de um Círculo Mágico devidamente sacralizado, estamos além do tempo e do espaço. Ele é uma esfera de energia capaz de estabelecer uma conexão entre o nosso mundo e outros planos.

O Círculo Mágico marca o início de um ritual. Geralmente ele é traçado quando percorremos a área ritual por três vezes consecutivas, com nosso Athame ou Bastão. Em seguida os elementos da Natureza são convidados a partilhar do ritual, bem como a Deusa e o Deus.

O Círculo é tido como o melhor meio de preservar e conter a energia criada durante um ritual, por isso é imprescindível em qualquer prática ritualística.

* Em geral os wiccanos consideram que a Terra já é sagrada, pois a Deusa está presente em tudo, não havendo portanto essa nessecidade de "sacralizar" o lugar onde for realizar o ritual. Sob esse ponto de vista, o Círculo Mágico é usado para concentrar a energia durante o ritual, e para impedir possíveis interferências de outras energias no andamento do mesmo.

Fonte: 'Wicca - A Religião da Deusa', de Claudiney Prieto





Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 4:45 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sábado, Março 07, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Sei que ando sumida mas não poderia deixar de postar minha homenagem a todas as fadas-mulheres/mulheres-fadas que visitam meu Reino e me brindam com carinho, luz e encantamento.

Ser Mulher

Mulher
Semente...
SER-mente...
SER que faz gente,
SER que faz a gente.

Mulher
SER guerreiro, guerrilheiro, lutador...
multimidia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso...
multi-coração...

Mulher
SER que dá conta,
que vai além da conta,
que multiplica,
divide, soma e subtrai, sem perder a conta,
sem se dar conta, de que esse século foi seu parto,
na direção de seu espaço,
de seu lugar de direito e de fato,
de seu mundo que lhe foi usurpado e que agora é por ela ocupado.

MULHER...
Esse SER florado,
esse SER adorado,
esse SER adornado,
que nos poem em um tornado,
nos deixa saciado e transtornado,
que nos faz explodir e sentir extasiado.
SER admirado...

MULHER...
Nesse início de milênio, faça a transição.
Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente
levando o mundo a ser mais gente...
Um mundo mais feminino,
mais rosado e sensibilizado,
mais equilibrado e perfumado...

PARABENS MULHER !!!
Não pelo oito de marco,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo amasso.
Mas por ser o que és...
Humus da humanidade,
Raiz da sensibilidade,
Tronco da multiplicidade,
Folhas da serenidade,
Flores da fertilidade,
Frutos da eternidade...
Essencia da natureza humana.

Parabéns e Sorria !!!...



Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 5:27 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quinta-feira, Janeiro 29, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Loki e o construtor do muro

Durante muitos anos, os deuses viveram junto com os mortais até que, um dia, Odin, o maior dos deuses, teve a idéia de construir Asgard, a sua morada celestial. Era preciso que os deuses tivessem um local só para si, resguardado dos ataques dos seus terríveis inimigos, os Gigantes. Nem bem, porém, haviam terminado de construir a cidade, depararam-se todos com um grande problema: é que, na pressa, esqueceram de construir também uma sólida muralha para se proteger de um eventual ataque de seus pérfidos inimigos. Odin e Loki estavam conversando sobre o assunto, tendo ao lado outros deuses, como Tyr e Heimdall, quando, de repente, viram passar perto um cavaleiro.
- Uma bela construção a que fizeram...! - disse ele, admirando a arquitetura da divina cidade. - Mas, onde está o muro que deveria protegê-lo?
Os deuses, constrangidos, foram obrigados a confessar que haviam esquecido desta parte.
- Ora, mas isto não é problema! - disse o forasteiro. - Sou o mais hábil construtor do mundo e posso erguer um belo e fortificado muro, se assim desejarem.
Um sorriso de satisfação iluminou a barba ruiva de Odin. Loki, também satisfeito, acenou para o homem e lhe disse:
- E quanto tempo levará para terminá-lo?
- Em um ano e meio estará perfeito e acabado.
- Muito bem, pode começá-lo imediatamente! - disse Loki, aplaudindo o construtor.
- Esperem! - bradou Odin, interrompendo tudo. - O senhor disse que é o melhor construtor de todo o mundo, não é?
- Sim, honro-me de sê-lo!
- E, o que pede para realizar a sua tarefa? - quis saber o deus supremo, já imaginando que o hábil construtor não pediria pouco.
- Quero a mão da bela Idun em casamento - disse o outro, confirmando as mais negras previsões do maior dos deuses.
Idun era a deusa da juventude e cuidava do pomar onde brotavam as maçãs a juventude, graças às quais os deuses permaneciam sempre jovens e saudáveis.
- Ora, desapareça daqui! - disse Tyr, o mais valente dos deuses, brandindo o seu único punho para o atrevido.
Heimdall, o guardião da ponte Bifrost, que conduzia a Asgard, como não podia falar, protestou tocando sua cometa tão alto no ouvido do estrangeiro, que construtor sofreu um sobressalto e precisou de alguns minutos para recuperar inteiramente a audição. Quanto aos demais deuses, já iam todos dando as costas, incluindo Odin, quando ouviram Loki dizer ao atrevido forasteiro:
- Muito bem, se puder construir em seis meses, o negócio está fechado! Todos os rostos voltaram-se, alarmados, para o imprevidente deus.
- Imporemos apenas a condição de que realize sozinho a sua tarefa e no espaço de um único inverno - disse ainda Loki, sem se importar com as censuras que faiscavam no olhar de seus colegas. Para estes, entretanto, disse à boca pequena: - Não se preocupem: em seis meses, ele não terá construído nem a metade do muro, o que o obrigará a nos entregá-lo de graça!
- Trato feito! - disse o construtor, que pareceu muito satisfeito com a proposta. No mesmo instante, desceu de seu cavalo Svadilfair e meteu mãos à obra. Acoplando um trenó à cauda do cavalo, ele começou a empilhar e a arrastar enormes pedregulhos pela neve com tanta vontade e determinação, que todos os deuses empalideceram, menos Loki, que olhava para o homem com um sorriso irônico.
Por A. S. Franchini e Carmen Seganfredo






Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 10:17 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quarta-feira, Janeiro 21, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Continuando o post anterior

"Nesta árvore fundamental, diz a lenda que o próprio Wotan esteve pendurado durante nove longas noites, com uma lança atravessada ao peito, para que pudesse aprender o significado oculto das Runas, o alfabeto nórdico, que rege e governa a vida dos deuses e dos homens. Quando seu martírio terminou, Wotan havia se tornado, definitivamente, o mais poderoso e sábio dos deuses, tendo o poder de curar doenças e de derrotar os inimigos com sua poderosa lança, Gungnir - ao mesmo tempo, sua mais poderosa arma e local de registro de todos os seus acordos.
Yggdrasil é o centro do mundo, e, enquanto suas raízes continuarem a suportar o peso de seu prodigioso tronco e de seus ramos infinitos, o mundo estará firme e a vida será soberana, sob os auspícios de Wotan, senhor dos deuses."

Por A. S. Franchini e Carmen Seganfredo




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 11:35 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Terça-feira, Janeiro 20, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

A Criação

"Primeiro, havia o Caos, que era o Nada do Mundo, e isto era tudo quanto nele havia. Nem Céu, nem Mar, nem Terra - nada disto havia. Apenas três reinos coexistiam: o Ginnungagap (o Grande Vazio), abismo primitivo e vazio, situado entre Musspell (o Reino do Fogo) e Niflheim (a Terra da Neblina), terra da escuridão e das névoas geladas. Durante muitas eras, assim foi, até que as névoas começaram a subir lentamente das profundezas do Niflheim e formaram no medonho abismo de Ginnungagap um gigantesco bloco de gelo.
Das alturas abominavelmente tórridas do Musspell, desceu um ar quente e este encontro do calor que descia com o frio que subia de Niflheim começou a provocar o derretimento do imenso bloco de gelo. Após mais alguns milhares de eras - pois que o tempo, então, não se media pelos brevíssimos anos de nossos afobados calendários - o gelo foi derretendo e pingando e deixando entrever, sob a outrora gelada e espessa capa branca, a forma de um gigante.
Ymir era o seu nome - e por ser uma criatura primitiva, dotada apenas de instintos, o maniqueísmo batizou-a logo de má. Ymir dormiu durante todas estas eras, enquanto o gelo que o recobria ia derretendo mansamente, gota à gota, até que, sob o efeito do calor escaldante de Musspell, que não cessava jamais de descer das alturas, eis que ele começou a suar. O suor que lhe escorria copiosamente do corpo uniu-se, assim, à água do gelo, que brotava de seus poderosos membros - e este suor vivificante deu origem aos primeiros seres vivos. Debaixo de seu braço surgiu um casal de gigantes e da união de suas pernas veio ao mundo outro ser da mesma espécie, chamado Thrudgelmir. Estes três gigantes foram as primeiras criaturas, que surgiram de Ymir; mais tarde, Thrudgelmir geraria Bergelmir, que daria origem à toda a descendência dos gigantes.
Entretanto, do gelo derretido também surgira, além das monstruosidades já citadas, uma prosaica vaca de nome Audhumla, de cujas tetas prodigiosas manavam quatro rios, que alimentavam o gigante Ymir. Audhumla nutria-se do gelo salgado, que lambia continuamente da superfície, e, deste gelo, surgiu ao primeiro dia o cabelo de um ser; no segundo, a sua cabeça; e, finalmente, no terceiro, o corpo inteiro. Esta criatura egressa do gelo chamou-se Buri e foi a progenitora dos deuses. Seu primeiro filho chamou-se Bor, e, desde que pai e filho se reconheceram, começaram a combater os gigantes, que nutriam por eles um ódio e um ciúme incontroláveis.
Esta foi a primeira guerra de que o universo teve notícia e incontáveis eras sucederam-se sem que ninguém adquirisse a supremacia. Finalmente, Bor casou-se com a giganta Bestla e, desta união, surgiram três notáveis deuses: Wotan (também chamado Odin), Vili e Ve. Dos três, o mais importante é Wotan, que um dia chegará a ser o maior de todos os deuses. E, porque assim será, um dia, ele próprio disse a seus irmãos:
- Unamo-nos a Bor e destruamos Ymir, o perverso pai dos gigantes!
Os quatro juntos derrotaram, então, o poderoso gigante, e com sua morte, acabou também a quase totalidade dos demais de sua espécie, afogada no sangue de Ymir. Um casal, entretanto, escapou do massacre: Bergelmir e sua companheira, que construíram um barco feito de um tronco escavado e foram se refugiar em Jotunheim, a terra dos Gigantes, onde geraram muitos outros. Desde então, a inimizade estabeleceu-se, definitivamente, entre deuses e gigantes, cada qual vivendo livremente em seu território, mas sempre alerta contra o inimigo.
Dos restos do cadáver do gigantesco Ymir, Wotan e seus irmãos moldaram a Midgard (Terra-Média): de sua carne, foi feita a terra; enquanto que, de seus ossos e seus dentes, fizeram-se as pedras e as montanhas. O sangue abundante de Ymir correu por toda a terra e deu origem ao grande rio que cerca o universo.
- Ponhamos, agora, a caveira de Ymir no céu - disse Wotan a seus irmãos, após haverem completado a primeira tarefa.
Wotan fez com que quatro anões mantivessem a caveira suspensa nos céus, cada qual colocado num dos pontos cardeais. Em seguida, das faíscas do fogo de Musspell, brotaram o sol, a lua e as estrelas; enquanto que, do cérebro do gigante, foram engendradas as nuvens, que recobrem todo o céu.
Entretanto, após terem remexido a carne do gigante, com a qual moldaram a terra, os três deuses descobriram nela um grande ninho de vermes. Wotan, penalizado destas criaturas, decidiu dar-lhes, então, uma outra morada, que não, o Midgard. Os seres subumanos, que pareciam um pouco mais turbulentos que os outros, foram chamados de Anões e receberam como morada as profundezas sombrias da terra (Svartalfheim). Os demais, que pareciam ter um modo mais nobre de proceder, foram chamados de Elfos e receberam como morada as regiões amenas do Alfheim.
Completada a criação de Midgard, caminhavam, um dia, Wotan e seus irmãos sobre a terra para ver se tudo estava perfeito, quando encontraram dois grandes pedaços de troncos caídos ao solo, próximos ao oceano. Wotan esteve observando-os longo tempo, até que, afinal, teve outra grande idéia:
- Irmãos, façamos de um destes troncos um homem e do outro, uma mulher! E assim se fez: ele foi chamado de Ask (Freixo) e ela, de Embla (Olmo). Wotan lhes deu a vida e o alento; Vili, a inteligência e os sentimentos; e Ve, os sentidos da visão e da audição. Este foi o primeiro casal, que andou sobre a terra e originou todas as raças humanas que habitariam por sucessivas eras a Terra-Média. Depois que Midgard e os homens estavam feitos, Wotan decidiu que era preciso que os deuses tivessem também uma morada exclusiva para si:
- Façamos Asgard e que lá seja o lar dos deuses! - exclamou ele, que, como se vê, era um deus de energia e vontade inesgotáveis.
Este reino estava situado acima da elevada planície de Idawold, que flutuava muito acima da terra, impedindo que os mortais o observassem. Além disso, um rio cujas águas nunca congelavam - o Iffing - separava a planície do restante do universo. Mas, Wotan, sábio e poderoso como era, entendeu que não seria bom se jamais existisse um elo de ligação entre deuses e mortais. Por isso, determinou que fosse construída a ponte Bifrost (a ponte do Arco-íris), feita da água, do logo e do mar. Heimdall, um estranho deus nascido ao mesmo tempo de nove gigantas, ficaria encarregado, desde então, de vigiá-la noite e dia para que os mortais não a atravessassem livremente no rumo de Asgard. Para isso, ele portava unia grande trompa, que fazia soar todas as vezes que os deuses cruzavam a ponte.
A morada dos deuses possuía várias residências, as quais foram sendo ocupadas pelos deuses à medida que iam surgindo. O palácio de Wotan, o mais importante de todos, era chamado de Gladsheim. Ali, o deus supremo linha instalado o seu trono mágico, Hlidskialf, de onde podia observar tudo o que se passava nos Nove Mundos e receber de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Muniu (Memória), as informações trazidas das mais remotas regiões do universo.
Entretanto, se na mais alta das regiões estava situado o paraíso daquele soberbo universo, nas profundezas da terra, muito abaixo de Midgard, estava o Niflheim, o horrível e gelado reino dos mortos. Lá pontificava a sinistra deusa ú, filha de Loki, que se regozija Com a fome, a velhice e a doença, e que tem i lado a serpente Nidhogg. Esta se alimenta dos cadáveres dos mortos e se dedica a roer continuamente uma das raízes da grande árvore Yggdrasil, um freixo gigantesco que se eleva por cima do mundo e deita suas raízes nos diversos reinos, entre os quais, o próprio Asgard. Ao alto da copa frondosa desta imensa árvore, sobrevoa uma gigantesca águia, que vive em guerra aberta contra a serpente Nidhogg. Um pequeno esquilo - Ratatosk -, que passa a vida a correr desde o alto da Árvore da Vida até as profundezas onde está a terrível serpente, é o leva-traz dos insultos que estas duas criaturas se comprazem em trocar sem jamais esgotar seu infinito estoque de injúrias."
Continua...

Por A. S. Franchini e Carmen Seganfredo




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 12:10 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Segunda-feira, Janeiro 19, 2009]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Se alguém estiver interessado em Mitologia Nórdica não deve perder os posts aqui do meu Reino. Estarei colocando aqui muita coisa do livro As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica de A. S. Franchini e Carmen Seganfredo.

"A Mitologia Nórdica diz respeito aos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da riquíssima cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão acentuou-se ainda mais, indo alcançar também os povos de língua inglesa e deixando sua marca até na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor"; e Friday, "dia de Freya").
No século XIII (cerca de trezentos anos após a conversão da Islândia ao cristianismo), o islandês Snorri Sturluson (1179 - 1241) codificou grande parte destes mitos no livro Edda em Prosa. Nesta obra, o poeta e historiador islandês registrou algumas das principais lendas relativas aos deuses e heróis dos tempos pagãos que recolheu em suas andanças por todo o país. Acrescentou também um extenso tratado de arte poética, onde ensinava a métrica e o elaborado sistema de metáforas dos escaldos (poetas que difundiam, oralmente, as antigas lendas).
Apesar de algumas destas histórias serem trágicas (como, por exemplo, a história de Sigurd e Brunhilde), a maioria delas, ao contrário, tem uma veia cômica bastante pronunciada, especialmente, aquelas nas quais os deuses são os protagonistas. Jamais saberemos, no entanto, até que ponto a versão original destas histórias tinha mesmo esta conotação ou até onde houve a intenção (deliberada, ou não) do cristão Sturluson de tentar ridicularizar os antigos deuses do paganismo. De qualquer forma, são justamente estas as histórias mais interessantes e representativas da riquíssima mitologia nórdica. Nelas, Odin (ou Wotan) e sua irrequieta trupe estão sempre envolvidos em jogos de enganação com os gigantes, seus eternos inimigos, destacando-se, invariavelmente, o astuto - e quase sempre perverso - Loki, o enganador por excelência (Loki representa nesta mitologia um papel análogo ao da velha serpente dos cristãos, que se compraz em tramar nas sombras a destruição dos deuses). De modo geral, Odin e seus comparsas saem-se melhor nestas divertidas - e quase sempre violentas - disputas, embora, às vezes, também façam o papel de bobos, como na desastrada visita que Thor fez a Jotunheim, a terra dos Gigantes.
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a riquíssima mitologia nórdica inspirou a criação de muitas obras, como a do escritor inglês J. R. R. Tolkien, que foi colher na mitologia escandinava o fundamento básico de seu fantástico universo literário. O argentino Jorge Luis Borges também não escapou a essa influência, dedicando várias de suas páginas às brilhantes metáforas ("kenningar") que encontrou na poesia islandesa.
Outro grande artista que se inspirou nas lendas vikings foi o compositor alemão Richard Wagner, que as utilizou largamente para compor a sua famosa tetralogia operística "O Anel dos Nibelungos", que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. O leitor haverá de notar que, embora os personagens continuem praticamente os mesmos, há, porém, algumas alterações nas suas denominações (Odin, por exemplo, na transposição de uma mitologia para a outra, passa a se chamar Wotan), além de ligeiras modificações em seus atributos. Entretanto, o leitor, que a esta altura já estará familiarizado com o universo mítico dos nórdicos, não encontrará dificuldade alguma em situar-se na trama, que gira em torno da luta impiedosa pela posse de um anel maléfico (onde já vimos isto antes?) e das conseqüências que a ambição desmedida acarreta ao ser humano - e, por fim, ao próprio universo.




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 1:57 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sábado, Janeiro 17, 2009]

Salve Povos de Todas as raças e Reinos!

Quero primeiramente, me desculpar pela longa ausência, porém tive motivos muito fortes para tal.
Pretendo voltar com força total neste Novo Ano.

E por falor em Novo Ano, acho que ainda dá tempo de desejar um Ano cheio de Luz, Magia, Encantamento, Paz, Amor e Fartura para os queridos amigos.

Feliz 2009 para os Povos de Todas as Raças e Reinos!

Beijos com a Benção das Fadas!



por Tanta * 11:04 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quinta-feira, Outubro 30, 2008]

Salve Povos de Todas as raças e Reinos!

Gentem! Ganhei o prêmio do 1° passatempo do contest Moonlight Fairy Dust, da minha querida Ma! Obrigada amiga, fiquei toda orgulhosa! Estou muito feliz com teu retorno ao nosso convívio.
Vocês Fadinhas, visitem e participem. http://www.moonlightfairydust.blogger.com.br/
Blessed Be!






Aproveito para desejar a todos os ilustres visitantes: HAPPY HALLOWEEN!!!!



Beijos com a Benção das fadas!


por Tanta * 7:42 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sábado, Outubro 11, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!

Estou muito há muito tempo sem oferecer uma novidade aos visitantes do meu Reino. Então, aí vai um texto e, é claro, uma imagem. Espero que gostem!

AS FADAS FIANDEIRAS

Fiar e tecer é uma das atividades mais conhecidas realizadas pelas fadas. Em muitos contos de fadas o fuso e a roca possuem papel fundamental no desenvolvimento da trama, como no conta da "Bela Adormecida do Bosque", em que a princesa protagonista é condenada ao ferir-se com a roca aos dezesseis anos e cai adormecida. Tanto Perrault como Grimm têm uma versão desse relato, enquanto os irmãos Grimm a chamam de "Rosa com espinhos". Em outros contos populares uma fada ou duende ajudam moças com dificuldades de tecer, como no relato de "As Três Fiandeiras" de Hendersen ou no conto popular inglês de Tom Tit Tot.

As moiras já tecia, o destino dos homens na antiga Grécia, e os romanos as conheciam com o nome de Parcas. Porém duas raças de fadas se destacam nessa profissão: as Gianas da Sardenha e as Habetrot da Escócia.

AS GIANAS

Em sua origem, as Gianas eram gênios dos bosques que apareciam na forma de belas mulheres que viviam próximas das árvores em contato com a madeira, com que faziam as rocas. Eram parentes das Sidhe, as fadas aristocráticas. Igual à elas,eram altas, vestiam elegantes túnicas brancas, enquanto se distinguem por apresentarem peitos grandes.

Montavam suas rocas entre as árvores. Não gostavam do contato com os humanos, mas se algum se atrevesse à aproximar-se aproveitavam para predizer-lhes o futuro, que liam no fio enquanto avançava a roca.

Com o passar do tempo essas mulheres foram ficando anti-sociais e se esconderam em cavernas ou grutas. Hoje em dia se encontram nas grutas da Sardenha, com roupas camponesas e gostam de ajudar os humanos com suas predições, porém as vezes são um pouco brutas e podem confundir um mortal.

Se desejas encontrar uma giana para pedir-lhe que fale sobre o seu futuro, deves viajar até a Sardenha e procurar uma árvore que esteja em frente à uma cova ou gruta e pronunciar seu nome. Ela responderá seu chamado.

HABETROT

Habetrot é uma fada das terras baixas da Escócia e padroeira das fiandeiras. Se acredita que um blusão tecido por ela constitui um remédio muito eficaz contra qualquer enfermidade. Ela, entretanto, não é uma fada bela, não possui cabelo loiro, nem voz angelical, muito pelo contrário, apresenta-se como uma anciã de cabelo desalinhado, de lábios grandes de deformados e um nariz proeminente. Todavia, apesar desse aspecto, é uma das fadas mais ternas e bondosas com o ser humano. Ela dedica-se horas à fio ao trabalho manual de tear e por isso, possui alguns defeitos. O lábio disforme é de tanto tirar a linha para fiar; outras possuem os dedos torcidos, os pés enormes são de pisar na roca.

O mérito dessa fiandeira é que também se dedica grande parte de seu tempo a ajudar os mortais, sobretudo as moças que apresentam alguma falta de habilidade para exercer o ofício de fiandeiras. Antigamente as mães se empenhavam em ensinar as filhas a fiar, cozinhar e outros trabalhos femininos, com o intuito de as tornarem bem "prendadas" e conseguirem, desse modo, um bom casamento.

William Henderson em "Folk-Lore of the Northern Counties" (pp. 258-262) conta uma história do manuscrito Wilkie sobre essa fada que tem muito interesse:

Uma boa mulher de Selkirkshire tinha uma filha bonita e preguiçosa que preferia vagar pelos campos colhendo flores à aprender a fiar. A boa mulher fazia tempo que desejava converter a mocinha em uma fiandeira notável, porém tudo era em vão, até que um dia perdeu a paciência, deu na sua filha uma boa surra e jogou diante dela sete madeixas de linho e lhe disse que ao término de três dias tinha que estar com eles fiado.

A jovenzinha sabia que sua mãe estava bem zangada e trabalho duro o dia todo, porém não produziu quase nada. Chorou até cair adormecida. Ao despertar viu que fazia uma manhã maravilhosa e subiu até a janela de seu quarto, pulou e fugiu até os campos. Andou de um lado a outro do rio desconsolada e encontrou uma pedra furada através da qual, como todo mundo sabe, é possível ver os duendes. Olhando para dentro, se surpreendeu ao distinguir um túmulo de duendes e onde uma estranha mulherzinha que se ocupava tirando o fio com um lábio grande e comprido.

-"Por que tens um lábio tão longo, boa mulher?", perguntou a moça.

-"De tirar o fio, jovenzinha", replicou a anciã, que era nada menos que a fada Habetrot.

A jovem começou a falar com a velha fada, queixando-se de sua incapacidade para tecer, e lhe revelou a tarefa que lhe havia imposto sua mãe.

-"Traga-me teu linho, e eu o fiarei no prazo pontualmente, disse a boa fada. Em um abrir e fechar de olhos voltou com as sete madeixas. Habetrot chamou outras fadas de longos lábios inferiores, que sentaram e iniciaram em seguida o trabalho.

A jovem sentou-se, completamente confusa e esperou. Em pouco tempo a moça dormiu e quando acordou quando o sol estava quase se pondo e ouviu uma espécie de zumbido e vozes que cantavam procedentes de debaixo de sua cabeça. Olhou a pedra furada e debaixo dela viu a caverna e dentro dela as anciãs sentadas fiando. Todas tinham lábios, muito, mas muito longos, sendo todas dirigidas por uma única fada, a boa senhora que havia conversado com ela.

-"Pouco sabe a jovenzinha de cima que Habetrot é meu nome!".

Havia uma fiandeira sentada um pouco afastada das outras que era a mais feia de todas, Habetrot se aproximou dela e disse:

-"Ata o fio, Pequena Mab!, pois é hora da jovem levar tudo para sua mãe."

Ao ouvir isso, a moça sabia que teria que apresentar o trabalho à sua mãe. A fada então entregou-lhe tudo pronto, mas aconselhou a jovem a não contar quem havia trabalhado o linho.

A mocinha entrou em casa muito satisfeita, mas também esfomeada, já que não havia comido nada desde o dia anterior. A mãe estava na cama dormindo profundamente, pois tinha trabalhado duro todo dia fazendo morcelas. A jovenzinha estendeu o fio de modo que sua mãe pudesse vê-lo quando levantasse e logo reavivou o fogo e cortou a primeira morcela e comeu, e logo a segunda, a terceira, até ter comido as sete que havia. Depois foi dormir.

Na manhã seguinte a mãe acordou primeiro. Viu sete belas meadas de fios estendidas, porém não havia rastro de suas sete morcelas. Meio aturdida entre a alegria e a cólera, saiu correndo da casa cantando:

-"Minha filha fiou sete, sete, sete,

minha filha comeu sete, sete, sete,

e tudo antes do sair do sol!"

E eis que por ali passava montado em seu cavalo um jovem senhor do lugar:

-"O que é que gritas, boa mulher?"

Ela voltou a cantar:

"Minha filha fiou sete, sete, sete,

minha filha comeu sete, sete, sete,

e si não crês, venha vê-los vos mesmo!".

E o senhor a seguir ao interior da casa, e quando viu a suavidade e a regularidade das meadas quis ver quem havia fiado, e quando viu a linda moça a pediu em casamento. O moço era belo e elegante e a jovem disse que ficaria muito contente em casar-se com ele. Porém, uma coisa lhe preocupava, como contar que não tinha sido ela que fiara as meadas!

Assim, ao entardecer, a jovem foi até a pedra furada e chamou Habetrot e contou-lhe seu problema. A fada solícita pediu que a jovem que leva-se seu marido à visitar as fadas fiandeiras. O casal foi introduzido no túmulo e o moço se horrorizou ao ver as costas e os lábios deformados das mulheres.

-"Sim, todas fomos antigamente muito belas antes de começar a fiar, declarou Habetrot.

-"A tua esposa lhe acontecerá o mesmo depois de tirar o fio com seus belos e vermelhos lábios e de inclinar junto a roca suas costas jovens e encantadoras!

-"Não será assim", afirmou o elegante senhor, assustado ante a perspectiva de que sua mulher pudesse perder sua beleza. A conduziu para sua casa e proibiu que tocasse na roca e todo o linho que crescia em sua terra ia parar direto nas mãos de Habetrot para ser fiado. Assim que, no final, tudo ficou as mil maravilhas.
Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO


Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 9:24 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sexta-feira, Setembro 05, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

TERRITÓRIO DAS FADAS


Entre os latinos, os celtas, os germanos, e romanos, as divindades da natureza e dos elementos eram chamados de "genius loci", o "gênio do local".

Os altares e templos consagrados as ninfas, as ondinas e aos silfos não eram edificados em qualquer parte, e sim em determinados locais precisos. Do mesmo modo, as cidades se construíam em territórios eleitos entre todos pelas qualidades dos "espíritos dos lugares" que habitavam neles.

Os antigos temiam os poderes das fadas, do mesmo modo que se maravilhavam com eles. Assim, os camponeses e pastores nunca se aventuravam no interior de grutas construídas por fadas sem praticar uma oferenda aos gênios do local. Essa oferenda podia resumir-se em um pequeno galho de determinada árvore, um pedaço de pão ou algumas gotas de leite. Acompanhando a oferenda, devia ser feito um voto, para ganhar a confiança delas.

Muitas dessas grutas existiam, como: as grutas druídicas de Plombières; a "Cova das fadas", na cercania das ruínas do castelo de Urfè; entre outras.

Corneille de Kempen nos assegura que, nos tempos de Lotario, havia em Frisia numerosas fadas que moravam em cavernas, em torno das montanhas, e que só saíam com a luz da lua. Olaus Magnus disse que se viam muitas na Suécia em seu tempo: "Têm por morada grutas escuras no mais profundo dos bosques; as vezes me mostram, falam para aqueles que as consultam e desaparecem subitamente."

As colinas, os túmulos e as pedras druídicas também são consideradas obras das "boas damas". A alguns quilômetros de Blois, entre Pont-Leroy e Thenay, se observa uma "Pedra da meia-noite" que, ao que parece, gira sobre si mesma todos os anos na noite de Natal. Perto de Tours existe outra pedra giratória; se diz que as fadas a depositaram ali sustentando-a com a ponta dos dedos.

Supunha-se que os menires (pedras sagradas) atraíam as fadas, que dançavam ao seu redor durante noites inteiras, a maneira das sacerdotisas celtas das quais eram descendentes.

Também se contava, no norte da Europa, que as fadas se reuniam a noite em torno das pedras sagradas com instrumentos musicais fabulosos para interpretar uma dança chamada "chorea Elvarum", a "Dança dos Elfos". Mas as fadas detestavam ser observadas durante esses festejos e ao menor ruído desapareciam em uma fração de segundos.
Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO




Beijos com a Benção das fadas!

por Tanta * 10:40 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sábado, Agosto 30, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

CONSTRUA SEU JARDIM DE FADAS


As fadas não só cantam e dançam, mas também ajudam os homens do campo, são guardiãs dos bosques, dos rios, protegem os animais e plantas, acompanham os anciões e solitários, ajudam no trabalho da casa, socorrem os enfermos e ensinam os mistérios das plantas para ajudarem a humanidade.

Por tudo que mencionei, e muitas outras atividades e contribuições que nós ainda desconhecemos, esse povo pequeno merece um lugar de destaque em nossas vidas. Para homenageá-lo e também atrair suas bençãos para o nosso cotidiano, nada mais belo do que destinarmos um espaço para a construção de um pequeno templo para agradecer-lhes: um pequeno jardim de fadas.

As crianças, se houver na casa, podem participar desse projeto, pois esta é uma atividade que reunirá divertimento, criatividade, fantasia e aprendizagem.

Inicie determinando o espaço para a construção do jardim, depois colete tudo o que tem em casa e já não é de muita utilidade como: vários tipos de recipientes de plástico, cestinhas, vasinhos ou bacias rasas (podem servir de lagos), tampinhas de refrigerantes (para criar passarelas ou servir de banquinhos), glitter, brinquedos em miniatura, tudo pode ser útil. Em seguida, adquira pequenas plantinhas, mas verifique a lista abaixo as mais indicadas, e alguns musgos que adicionarão textura e beleza ao jardim. Não deixe de cultivar ervas como tomilho, sálvia, alecrim ou outra qualquer, pois além serem utilizadas como temperos caseiros acrescentarão um aroma especial ao espaço. Todas essas plantinhas podem ser encontradas hoje em supermercados, portanto bem próximo de você.

Depois de tudo escolhido e determinado, prepare o espaço reservado para executar o seu projeto. Cave um buraco o suficientemente fundo para enterrar uma rasa bacia plástica que se tornará um pequeno lago. Alinhe a terra em torno do laguinho e decore com pequenas pedras. Pode-se usar também uma fonte que além de enriquecer o local, o barulho da água é muito apreciado pelas fadas. Faça ainda pequenos móveis de pedras: mesinhas com as maiores e banquinhos com as menores, cercas diminutas com pedaços de madeira. Procure usar o máximo possível de materiais colhidos diretamente da natureza e deixe a criatividade fluir. Coloque também uma estatueta de fada, mas se não puder comprá-la de imediato, faça anéis com nove pedras ou pequenas réplicas de Stonehenge. Pode acrescentar, para complementar cogumelos de cerâmica, castelinhos, treliças, ponte cruzando o lago, etc. Não se esqueça de deixar pequenos presentes para amigas brilhantes como: pedaços de espelho, pedras coloridas e brilhantes, fitas com glitter.

Os meninos podem incrementar o jardim construindo um parque de dinossauros. As ervas, os musgos e plantas verdes podem ser usados para criar uma floresta, onde os dinossauros de brinquedo podem retornar de sua extinção. O jardim das fadas pode ser criado de acordo com a imaginação de cada um. O importante é criá-lo e mantê-lo, cuidando com carinho de suas plantinhas.

Então, está esperando o que para começar a criar o seu? Cultive a beleza de um mágico jardim das fadas. Não importa a estação do ano, ou se você dispõe de um grande ou pequeno espaço, pois será esse oásis espiritual que fará despertar em seu coração o amor pela natureza e, aliás, é o que mais precisamos neste mundo conflitante: aprender a preservar a vida natural. Os animais e os vegetais já possuem inerente o instinto de preservação e obedecem à lei da harmonia e equilíbrio, retirando do meio ambiente somente as energias necessárias à sua sobrevivência. Já o homem, que possui o livre arbítrio, é o único a causar o desequilíbrio à natureza, pelo uso abusivo de seus recursos, criando assim, sérias conseqüências para si e para todos os seres que habitam a terra. A riqueza desse planeta está em seus recursos naturais, que são patrimônio de todos os seres vivos. Já temos consciência do que poderá acontecer a ele se cientistas e governantes não desenvolverem uma visão ecológica do mundo.

"Se você fere, será ferido", essa é lei universal da "ação e reação", que nos explica que todo e qualquer fenômeno possui uma causa, ou seja, todas as mudanças acontecem segundo a lei de ligação entre a causa e o efeito. Portanto, causa e efeito participam do mesmo processo. Hoje, estamos sofrendo as conseqüências de nosso passado aqui nessa terra, mas não podemos nos esquecer que, ao mesmo tempo, somos os causadores de um futuro bem próximo. Ao ensinarmos nossos filhos a ter amor por todos os seres vivos e nós também, se aprendermos a respeitar e amar a nossa Mãe Terra, estamos construindo a esperança de um amanhã.


ALGUMAS FLORES PREFERIDAS PELAS FADAS:

Amor-perfeito, Crisântemo, Erva de São João, Margaridas, Tomilho, Lavanda, Rosas,
Petúnia, Prímula, Verbena, Violeta, Zinnia.

Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 2:40 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quinta-feira, Agosto 28, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

A DAMA DO LAGO

A Dama do Lago, é também conhecida pelos nomes: Nimue, Vivienne, Vivien, Viviana.

Nimue relaciona-se a Mnme, um diminutivo de Mnemosyne, uma das nove ninfas da água da mitologia greco-romana que concedeu armas ao heróico Perseu. Vivienne, deriva-se provavelmente de "Co-Vianna-Vianna", uma Deusa da água muito difundida, denominada de Coventina.

Independente de seu nome, é uma das mais misteriosas e inexplicadas damas feéricas que aparecem nas lendas artúricas.

Na época em que Malory recopilou a "Matéria da Bretanha", as fadas haviam sido convertidas em feiticeiras, porém nas novelas mais antigas sua natureza feérica é evidente. O "Lanzelet", do alemão Ulrich von Zatzikhoven, era uma tradução de uma novela francesa encontrada na Áustria por Morville, que foi um dos reis de Ricardo Coração de Leão, provavelmente seja a versão mais primitiva da lenda de Lancelot. Nessa versão, a Dama do Lago é uma verdadeira Donzela do Lago, como Gwragedd Annwn, a rainha de uma ilha de donzelas situada no meio de um lago encantado, onde o inverno não chega e ninguém conhece a dor. Educa o jovem Lancelot para que seja um campeão e proteja seu covarde filho, Mabuz o Feiticeiro, das incursões de seu vizinho Iweret.

DAMA DO LAGO, A MÃE DIVINA DE LANCELOT (relato cortês):

Em "Lancelot" (em prosa) do século XV, a Dama do Lago é uma maga, como é Morgan Le Fay (Morgana) em Malory e o lago é uma ilusão, conforme relato:

"O rei Ban de Bénoïc, em guerra contra o seu vizinho Claudas de la Landa, foge em segredo de sua fortaleza de Treb para ir pedir ajuda para o rei Arthur. Leva consigo sua esposa e seu filho ainda bebê. Chegando ao bosque de Brocelianda, sobe em um cerro e, ao longe, vê arder sua fortaleza, e morre de dor. A rainha, completamente transtornada, deixa seu filho ao pé de uma árvore e, ao regressar, vê uma linda mulher se apoderar da criança e desaparece com ele nas profundezas do lago. Essa mulher misteriosa é Viviana." (A Infância de Lancelot, "Lancelot em prosa")

O lago portanto, não passava de um encantamento que Merlim havia feito para ela, um pouco antes. No lugar onde a água parecia mais profunda, havia belas e ricas mansões. Nesse país maravilhoso, foi onde cresceu Lancelot.

Nesse relato (acima), Viviana é uma Dama do Lago entre tantas outras que aparecem nas lendas celtas e desempenha o papel de Mãe de Lancelot. Sabe-se que é bem comum o tema folclórico da fada raptora de crianças. Viviana atua também como verdadeira Deusa, pois sabe que o menino está destinado para grandes façanhas, sabe que um dia irá ao castelo do Graal e que será pai de Glaad. A missão que cumpre ao raptá-lo da mãe é uma missão divina. Ela é a Mãe Divina, a que dará a Lancelot do Lago uma espécie de segundo nascimento, o nascimento de uma "criança divina".

Jesse Weston, em "The Legend of Sir Lancelot du Lac", indica que o germe original da lenda de Lancelot é a história da captura de uma criança régia por uma fada aquática, pois, em "Lanzelet", Lancelot não é amante da esposa do rei Arthur.
Por Rosane Volpatto




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 8:28 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sábado, Agosto 23, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

JORNADA À AVALON


Procure um lugar sossegado em sua casa, onde não possa ser interrompida(o). Acenda um incenso e coloque uma música suave de fundo. Sente-se com a coluna ereta e coloque a sua frente uma caneta e papel.

Agora feche os olhos e expire e inspire profundamente, tentando esvaziar a sua mente. Comece então a balançar o corpo da direita para esquerda lentamente. Você agora perceberá que está dentro de um pequeno barco.

O barco balança para trás e para frente. Faça o mesmo jogo com seu corpo. A sensação será bem agradável, de relaxamento total.

Você olhará para cima e só verá a bruma, que irá se dissipar aos poucos. Erga os braços e visualize uma luz branca direcionar-se do céu para baixo, que entrará por cima de sua cabeça e iluminará todo o corpo. Neste momento notará que a bruma desapareceu e avistará a ilha de Avalon.

O barco chegará à margem e você deve desembarcar. Morgana lhe dará as Boas-Vindas.
Ela perguntará o que você deseja e terá então o direito de lhe fazer duas perguntas. Ela tomará a sua mão e a(o) conduzirá até seu caldeirão mágico disposto no centro de um círculo de macieiras. Morgana pegará sua varinha mágica e agitará a água do caldeirão.

Quando a água se aquietar, você verá na superfície as respostas de suas perguntas. Você deverá então, agradecer sua ajuda e provavelmente ela lhe peça uma oferenda, que você ofertará de coração aberto. Ela lhe conduzirá de volta ao seu barco e você parte.
Agora respire fundo novamente por três vezes e abra os olhos bem devagar. É hora de anotar tudo o que você viu no caldeirão de Morgana e refletir.

Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO




Beijos com a Benção das fadas!

por Tanta * 8:38 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Segunda-feira, Agosto 18, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

ARQUÉTIPO LUNAR


Morgana possuiu muitos nomes e é a representação da energia mítica das mulheres. Possui também, múltiplas facetas, é o arquétipo da Deusa-Lua e da Mulher Eterna; é Mãe, amante e filha; é Senhora da Vida e da Morte. Foi associada inclusive à rios, lagos, cachoeiras, magia, noite, vingança e profecias.

Hoje, a maioria das bruxas invocam o nome de Morgana e praticam magia para ela. Ela pode ser uma enorme aliada para as mulheres que reivindicam os poderes de feminilidade que emergem apenas em pesadelos à noite, mulheres que buscam a reafirmação de que é certo exercitar se poder de Fada, de serem capazes de passar de um mundo para o outro.

Quando nos aliarmos com Morgana, quando nos abandonarmos totalmente, com a maior confiança ao seu mundo feérico, nos aliaremos também com a vida, com a magia da vida e o amor infinito que ela contem.

Aliar-se com Morgana é aliar-se com a melhor parte de nós mesmos!
Morgana chega para despertar sua atenção para a independência. Você depende de outra pessoa até para respirar? Pois saiba que se plantarmos uma árvore lado a lado elas se asfixiarão. O que cresce necessita de espaço, talvez um pequeno espaço para se exalar o perfume da rosa. Kahlil Gibran diz:

"Deixai que haja espaço em vossa união. Deixai que os ventos dos céus dancem entre vós."

O espaço permite que a diversidade encontre ritmo e contorno. Você desperdiça sua vitalidade focalizando os problemas dos outros, relegando os seus para um segundo plano? Você move-se com o rebanho sem exprimir suas idéias ou opiniões?

Morgana pede para que você, pare, reflita e dimensione suas potencialidades, tentando se libertar de todas suas dependências físicas e psíquicas. É hora de mudar o ritmo! Morgana, a fada, chegou dançando à sua vida com seus tambores e sua magia para convidá-la a descobrir e viver seus ritmos.

Talvez você nunca tenha descoberto seu ritmo porque você deseja agradar àqueles com quem convive. Mas é de vital importância que você tenha seu próprio ritmo. Fluir com ele lhe dará mais energias, porque você deixará de reprimir o que lhe é natural. Morgana diz que a vitalidade, a saúde e a totalidade são cultivadas quando você flui com sua pulsação única.
Pesquisa e texto por Rosane Volpatto.

Beijos com a Benção das Fadas!




por Tanta * 10:10 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quinta-feira, Agosto 14, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

AVALON, A ILHA DAS FADAS


Poucos são os autores que especulam sobre o tema "Avalon, residência dos Mortos" e menos ainda os que se atrevem a situá-la. Alguns o fizeram de uma forma extravagante, situando-a no Mediterrâneo.

A crença de alguns de que esta ilha não era outra que a Sicília, explica o fenômeno de miragem que se produz no estreito de Messina se conheça com o nome de "fata morgana", recordando a feiticeira.

Avalon está inserida em uma relação de ilhas, algumas são verdadeiras, outras fruto de diversas obras literários. Avalon se encontra em lugar indeterminado, que está vinculada aos celtas, não só os de Gales, mas também da Irlanda.

Os irlandeses tinham a idéia de um enorme paraíso ocidental. Lá havia uma Ilha das Maçãs de sua propriedade. Emain Ablach, doce lugar onde habita o deus dos mares Manannan. Emain Ablach só era uma das ilhas do arquipélago atlântico, que se ampliava em direção ao sol sem limites conhecidos. Lá se encontrava Tir Nan N-Og, a "Terra dos Jovens", Tirfo Thuinn, Tire Nam Beo, Terra dos Vivos; Tirn Aill, e Outro Mundo; Mag Mor, Mag Mell, entre outras.

Havia também uma "Terra de Mulheres", habitada por fadas parecidas às da irmandade de Morgana. Acreditava-se que essa ilha era um vasto país sustentado por quatro pilares de bronze e habitado unicamente por mulheres.

Essas ilhas eram terras onde tudo era felicidade, paz e abundância. Não existe o envelhecimento nem o trabalho, porque tudo cresce sem necessidade de semear e nas árvores sempre há frutos.

Algumas dessas ilhas flutuam e outras ficam submersas e só saem a superfície à noite. O rei Artur navegando em sua mágica embarcação "Prydwen", visitou muitas dessas ilhas.

Avalon, para quem ainda a procura, é a viagem ao coração. É conhecida também como o "Céu de Artur", uma ilha do amor incondicional, onde tudo se harmoniza com a transmutação da energia luminosa do amor. Avalon é um reino interior. É a maravilhosa essência do verdadeiro ser nascendo a cada dia em nosso interior. É a nascente do amor no íntimo. E Morgana é a fada que nos faz refletir sobre tudo isso, pois foi ela, com todo seu amor, empregou todas as suas artes para curar as feridas de Artur.

A jornada dos homens e mulheres pela vida assemelha-se à jornada épica de muitos mitos. O herói que busca a verdade, poder ou amor reflete-se em nós, que buscamos o significado da vida e os tesouros, como o amor, que dão razão à vida. No entanto, cada um deve descobrir seus elementos de busca pessoais.




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 9:20 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quinta-feira, Agosto 07, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

MORGANA, A DEUSA VIRGEM

Essa é uma lenda referida a Morgana que ilustra sua Potencialidade de Virgem possuidora de Poderes:

O VALE SEM RETORNO

A Fada Morgana, abandonada por seu amante Guyomard, decide vingar-se dos homens. Encanta o Vale Perigoso, de tal maneira que todos os cavaleiros infiéis a sua Dama que passem por ali, ficam aprisionados nele para o resto da vida. Permanecem dentro de um paraíso de sonhos; bebem, cantam, celebram festas, dançam, jogam xadrez, porém não podem franquear as ladeiras do vale, que estão vigiadas por gigantes, animais monstruosos e barreiras de fogo. O encantamento só pode ser levantado por um herói excepcional, um homem sempre fiel a sua dama. E, embora Morgana tenha feito todo o possível para seduzir Lancelot do Lago, é ele quem destrói o encantamento e libera os cavaleiros, demonstrando-lhes que as barreiras de fogo, os monstros e os gigantes não passavam de produtos de sua imaginação. Assim ganhou o ódio mortal de Morgana."

Morgana, nessa lenda faz o papel de Deusa Mãe Virgem que guarda em seu regaço os homens igual guardaria seus filhos. Pois seus filhos também são seus amantes. A atitude de Lancelot é uma atitude repressiva contra tudo que recobre a noção de feminilidade. Essa é também a história da feiticeira Circe, que transforma seus amantes em porcos. Lancelot, aqui, representa Ulisses, que rechaça à submissão e dissipa o que crê que som ilusões.

Circe e Morgana são a "Virgem" que dá medo, a "Virgem" que engole, a Indomável.

Os homens, que se crêem dominadores do mundo e os reguladores da ordem estabelecida, não se imaginam, nem por um instante, que seu poder não é mais que passividade, e que o poder da mulher, que depreciam ou temem, é o poder ativo.

Quando o homem contemporâneo suprimiu a Mãe Divina e a substituiu pela autoridade de um Deus Pai, desarticulou o mecanismo instintivo que produzia o equilíbrio primitivo. Daí surgiu a neurose e outros dramas das sociedades paternalistas, que se dizem pretender devolver a mulher sua honra e seu verdadeiro lugar, um lugar escolhido pelo homem. Buscou-se estabelecer uma "lei racional" contra uma "lei natural". Mas, a "lei natural" se concretiza através do instinto e esse, é algo que não se pode negar. Todo nosso comportamento se apóia na natureza e portanto, a disputa entre a natureza e a razão é uma falsa disputa, mas é a responsável pela cegueira que vive nossa sociedade hoje, que, querendo corrigir o instinto, separou o ser humano do que era sua natureza.




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 8:29 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Quarta-feira, Julho 23, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

Desculpem pela ausência, mas andei meio enrolada com diversas coisas.
Sei que estou devendo resposta pra muita dente. Devagar responderei a todos.

Acora continuando aquele antigo post sobre Morgana...

MORGANA E URYEN


Em "Lancelot en prose" em francês, encontramos elementos interessantes sobre Morgana. Ela se apresenta como esposa de Uryen e mãe de Yvain:

"Um dia que Morgana supreende a seu marido, o rei Uryen, dormindo na cama, ocorreu-lhe a idéia de livrar-se dele. Chamou a criada de toda a confiança e disse:

-Vá e busca a espada do meu senhor, pois jamais vi melhor ocasião de matar-lhe do que agora.

Porém, a criada assustada com o plano de Morgana, vai em busca de Yvain, o filho de Uryen e Morgana, explica tudo e pede para que intervenha.

Yvain lhe aconselha a obedecer, e quando Morgana levanta a espada sobre a cabeça de Uryen, Yvain que havia se escondido, se precipita sobre ela, arranca a espada das mãos da mãe e a reprime. Morgana implora seu perdão, dizendo haver sofrido um episódio de loucura. (La muerte de Arturo, IV, 13)

Essa tentativa de assassinato está no espírito da Deusa que não suporta os laços do matrimônio e necessita ter um certo número de amantes.

Há relatos ainda, que Morgana rouba continuamente a bainha ou a espada de Arthur em benefício de seus amantes:


"Morgana, a Fada, ama outro cavaleiro muito mais que a seu marido, o rei Uryen e que ao rei Arthur, seu irmão. Então manda fazer outra bainha exatamente igual por encantamento e dá a bainha da Excalibur a seu amante. O nome do cavaleiro era Acolon." (Muerte de Arturo, II, 11).

Morgana se encarrega para que Acolon lute com Arthur, porém Acolon resulta ferido de morte pelo rei. Morre depois de haver confessado a traição de Morgana. Essa se desespera pela morte de Acolon, e busca vingar-se de Arthur. Ordena que enviem a seu irmão um rico manto que é mágico, pois queima todo aquele que tem a desgraça de cobrir-se com ele. Porém, no momento em que Arthur ia colocar o manto, a Dama do Lago revela a Arthur o perigo em que se encontra." (Muerte de Arturo, II, 14-16)




Beijos com a Benção das Fadas!

por Tanta * 1:11 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Sexta-feira, Junho 27, 2008]

Recebi este selinho da minha amiga Danielle, do blog Palavras com Asas



Arte y Pico




Muito Obrigada Danielle!

E devo passar para outros cinco Blogs e quem o receber, deve colocar o nome do autor do prêmio, juntamente com o nome do Blog que ofereceu, devidamente linkados e colocar todos os nomes escolhidos com seus links correspondentes, para que possam ser visitados. A escolha dos Blogs, deve ser pela Criatividade, Design, Conteúdo próprio utilizado e que tenha contribuido com a comunidade Blogger, independente de qualquer idioma. Eu gostaria de oferecer o premio a todos os blogs que visito pois são todos maravilhosos. Mas Já que preciso escolher somente 5...


Meus escolhidos são:

Bewitched
Pela: Criatividade, Conteúdo e Qualidade.


Fadas e Sonhos
Pelo: Design, Tema e Criatividade


A Magia da Lua
Pelo: Design, Tema e Conteúdo


Borboletas by Kaka
Pelo: Conteúdo, Textos e Criatividade


Roda de Prata
Pela: Criatividade, Conteúdo e Qualidade


Ando totalmente sem tempo para acessar a net mas irei atualizando sempre que for possível. O assunto MORGANA ainda não acabou; mais textos sobre nossa poderosa fada ainda virão.

Não poderia deixar de colocar uma imagem feita com muito amor e carinho para vocês que visitam o meu Reino.
Desejo a todos um excelente final de semana!

Beijos com a Benção das Fadas!



por Tanta * 8:31 AM


CÍRCULO DAS FADAS:


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[Terça-feira, Junho 17, 2008]

Salve Povos de Todas as Raças e Reinos!!

DEUSA-MÃE PRIMITIVA


Em "Estoire de Merlin", temos uma descrição bastante detalhada de Morgana, indicando seu verdadeiro caráter e também os estreitos vínculos que estabelece com a Deusa Mãe primitiva:

"Era a irmã do rei Arthur. Era muito alegre e jovial, e cantava de forma muito agradável; seu rosto era moreno, mas bem metida em carnes, nem demasiadamente gorda nem demasiadamente magra, de belas mãos, de ombros perfeitos, a pele mais suave que a seda, de maneiras afáveis, alta esguia de corpo, em resumo, sedutora até o milagre; a mulher mais cálida e mais luxuriosa de toda a Grã Bretanha. Merlim havia lhe ensinado astronomia e muitas outras coisas, e havia se aplicado ao máximo, de maneira que havia se convertido em uma boa sacerdotisa, que mais tarde recebeu o nome de Morgana a Fada, em virtude das maravilhas que realizou. Se explicava com uma doçura e uma suavidade deliciosas, e era melhor e mais atrativa que tudo no mundo, embora tivesse sangue frio. Porém quando queria alguém, era difícil acalmá-la..."

Esse é decididamente o retrato da Deusa Mãe primitiva, com toda sua ambigüidade, as vezes boa, outras nem tanto, "cálida e luxuriosa", como a Grande Deusa oriental e, "virgem", pois não se submete à autoridade masculina. Observemos também que Merlim ensinou-lhe magia do mesmo modo com que fez com Viviane, a Dama do Lago.

Outras versões da história do Merlim, versões hoje perdidas, porém cujo rastro encontramos na célebre obra do século XV devido a Thomas Malory, "La muerte de Arturo", vasta compilação dos relatos da Távola Redonda, outras versões levam a pensar que Merlim foi amante de Morgana antes de sê-lo de Viviane.
Por Rosane Volpatto

Beijos com a Benção das Fadas!




por Tanta * 5:44 PM


CÍRCULO DAS FADAS:


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